
domingo, 30 de novembro de 2008
Administrador do BPN???!... Eu?!...

O triunfo dos porcos...
A Comissão de Defesa e Ambiente da Ribeira dos Milagres (Leiria) vem denunciar, mais uma vez, nova descarga poluente - de dimensão considerável - das suiniculturas que pululam na região.
Hoje, como ontem, como amanhã.
Por esta altura, as águas da Praia da Vieira devem estar apetecíveis, com novas tonalidades, sabores e odores regionais... Não há bandeira para tanta mais-valia.
A chuva continua a servir para lavar as consciências e tudo quanto vai poluindo este país onde é urgente a colocação de uma placa "Reservado o direito de admissão e permanência". É que isto só lá vai já com decapante...
Alertada a GNR, nada será sido feito no imediato. Nada poderá ser feito no imediato e no depois. É a inimputabilidade instituída. Só 09H15 de sábado aquela Orgão de Polícia Criminal terá , ou poderá via a ter, disponibilidade e meios para acorrer a eventos tão madrugadores ou tão noctívagos.
Desta feita, e tanto quanto era perceptível, os suíno-magnatas terão acompanhado a descarga com detergente.
É neste país, sem rei nem roque, que vamos vivendo.
Isto acontece há anos. Esta foi mais uma sexta feira igual a tantas outras e a primeira das muitas que se hão-se seguir.
Ninguém quer saber...
Ninguém é responsável, nem responsabilizado... Porque é normal que assim seja.
Até os porcos vão sendo poderosos, engomados, intocáveis e branqueados com Fairy e benevolências.
Dos hooligans, dos autistas e dos parolos...

Li uma crónica, no Correio da Manhã de hoje, escrita pelo senhor Emídio Rangel.
Para ser verdadeiro e honesto: nunca simpatizei com o senhor, diga-se em abono da verdade.
A crónica intitula-se "os Autistas". Está correcto. Até aqui, tudo bem...
Cada um fala e escreve daquilo que percebe.
Em tempos, este senhor jornalista, no mesmo jornal e numa crónica com igual tom, desancou desapiedadamente tudo quanto era professor, colando-lhes o rótulo de hooligans.
Agora, coube a vez aos sindicalistas... São autistas!
Para fundamentar o seu raciocínio, fala numa monumental catástrofe económica e passa a descrever, sempre muito preocupado e ternurento, as perdas de lucros dos maiores bancos e empresas da nossa praça.
Tadinhos!... Tadinhos dos amosquitinhos!... Todos amanhadinhos... Foi o primeiro pensamento que me ocorreu quando li aquilo.
É que no mesmo jornal, umas páginas mais à frente, vinha o BPI a anunciar lucros. E lucros maiores dos que os que têm os restaurantes, como bem diz um outro senhor - que é senhor presidente da Associação de Bancos.
Depois, não contente com apelar à nossa compaixão para com a perda dos lucros de quem está, suspeitosamente, por detrás desta "monumental catástrofe", como diz o senhor, passa a ter pena de todos os países que até agora estavam bem e que passaram a estar mal. Portugal, que esteve sempre mal, não entra no rol. Os portugueses que estiveram sempre mal - ainda os outros estavam bem - também não interessa...
Ocorreu-me um pensamento, posto em canção, por Patxi Andion, quando dizia "...eu não sei falar de fome. Não a tenho".
Até que passa à indignação, a roçar a má-linguagem: porque os sindicatos - que não terão pena daquilo que o senhor jornalista tem - exigem do governo um pouco mais do que 2,9% de aumentos.
Bom, chegado aqui, o senhor jornalista, em linguagem clara e concisa - já o tinha percebido noutros escritos -, apelida os sindicalistas de PAROLOS.
"ESTES PAROLOS", é a expressão utilizada.
E porquê?
Porque, continua o senhor, com aumentos superiores à proposta inicial do governo, o país caíria num buraco-negro.
Não tenho palavras...
Não sei se este senhor tem vivido cá ultimamente mas, se esteve fora, aconselhava-o a deixar de falar para o seu umbigo e procurar inteirar-se junto dos amigos porque é que Portugal, de há uns anos para cá, ainda não saiu do tal buraco-negro.
Não se põe a hipótese de ir... Já lá está, e há muito...
Contudo, e no entretanto, os senhores que estão a perder lucros - de quem o senhor tem muita pena e com quem está muito preocupado -, apesar de o buraco ser negro, nunca deixaram de amealhar lucros exorbitantes e fazerem divagações financeiras - e outras com outro nome - que, por fim, conduziram o país ao estado em que se encontra... Ao mesmo tempo, que disparavam lucros e lucrozinhos, eram pedidos sacrifícios e encolhas aos que o senhor quer continuar a ver encolhidos...
Disso não fala o senhor. Disso não sabe, o senhor, escrever...
Apavora-se com milhares e milhares de trabalhadores com ordenados congelados há anos a esta parte, a quem agora o governo quer dar um rebuçado: não para lhes devolver o poder de compra (esteja descansado que a gente não fica mais rico que o senhor, nem recebemos indemnizações para estarmos quietos) mas apenas para tentar travar uma monumental catástrofe social que pode degenerar numa coisa que nem queira o senhor experimentá-la.
Ai, os sindicalistas é que são, agora, os culpados da crise e dos buracos que cada um foi fazendo, com as cores que lhes ocorreram...
Não sou sindicalista. Não nutro particular simpatia por alguns sindicalista e por alguns entendimentos sindicalistas. Sou só cidadão.
Estou à vontade.
E estou à vontade para lhe dizer, como cidadão - com um nome próprio que, a exemplo do seu, também começa por letra grande -, que todos temos direito à nossa opinião.
E tudo isto é triste... Porque é fado!
Quanto às suas apreensões bancárias e empresariais, não se moa... Eles não se perdem!
Nós é que nos vamos perdendo neste lamaçal... Opinativo, também.
Nota: Só tratei alguma gente - por senhor - porque sou bem educado...
©J.Tereso
sábado, 29 de novembro de 2008
Truques e armadilhas

A revista Sábado, da semana transacta, dedica 9 páginas a uma imersão nos meandros da PJ, trazendo a lume pretensas "ciladas" e "técnicas de cilada" montadas por operacionais da PJ e a que 8 quadros, médios e superiores, dão visibilidade, com a cara e currículo. Tudo escarrapachado naquela publicação.
Nas nove páginas entra-se no detalhe das "ciladas", comentando-se, aqui e ali, o porquê, o como e a "estória" dos cilados nas mesmas.
Logo no editorial se refere que a equipa de reportagem, de início, encontrou resistências à divulgação dos pormenores de investigações às quais queriam dar tratamento jornalístico.
Bom, e isso leva-me a perguntar o que se terá passado entre o início e o fim para que, no durante, se produzissem 9 páginas de resistência, entremeadas com um anúncio a uma marca de automóveis, dois a uma marca de computadores, ainda a uma agência de viagens e finalmente ao livro dos sabores de Natal da Popota?!...
Terá tudo a ver?...
Se foram ciladas... não sei. Secretas, também o não são já, concerteza.
E esta voragem mediática e jornalística - em que incluo todos os intervenientes - que já só no crime e nas polícias encontra saciedade, começa a vulgarizar as coisas e as pessoas.
Vulgarizem-se, pois... mas sem pedestal.
Ensinem-se e revelem-se truques e armadilhas, revelem-se segredos, ou nem isso... um dia perceberemos quem cilou quem.
Na capa, e para espicaçar a atenção dos incautos - não tão incautos quanto isso porque o rei vai nú - refere-se "Como a Polícia Judiciária enganou o casal McCann..."
Enganou?!... Acham mesmo?!...
A instituição Polícia Judiciária - que muito respeito - não terá culpa destes devaneios jornalísticos e narcisísticos mas, como diz o povo: "quem não quer ser lobo não lhe veste a pele".
Acho que a instituição não precisa destes assessores de imagem, ou pelo menos, nunca deles precisou... e a qualidade de conteúdo de uma revista - de que até gosto - não necessita destes "fait-divers".
Ou será que ando a viver num passado assim tão longínquo?
Armadilhem-se e cilem-se, mas façam-no sem narcisismos, sóbria e discretamente.
E isso, até nos livros vem.
©J.Tereso
Rádio Moscovo não fala verdade!

Ainda puto, e às sucapas no escuro da noite, lá o espreitava eu a ouvir, no velho rádio, a Rádio Argel, a BBC e a Rádio Moscovo.
Tudo em onda curta... Muito curta mesmo. E pela calada da noite, baixinho!
Assim era Portugal, antes do 25 de Abril.
Lembro-me dos relatos radiofónicos do assalto ao Santa Maria. Como era atrevido ser-se clandestino...
Às claras, durante o dia, e com o som audível, falava o Governo que terminava, invariavelmente, as sessões de propaganda com:
- Rádio Moscovo não fala verdade!...
Falava, falava.
E ainda fala, passados tantos anos.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
António Aleixo, poeta algarvio (1899 - 1949)
Adiciona-me no teu Hi5.
Texto & imagem: ©J.Tereso
A importância de se chamar Camelo...

No dia 17 de Setembro deste ano, este país passou a contar com um António Martins da Rocha Camelo.
Seja bem vindo à comunidade. Nunca seremos demais. Mesmo sem o sonharem...
Santa Marta de Portuzelo já o merecia e a Margem Sul do Tejo passou a não ter exclusivos.
Resta acrescentar que a alteração de nome custou 1300 Euros.
Até para se ser Camelo, a vida está pela hora da morte!...
Agradecimento a um Juiz bem educado

Hoje - 13/10/2008 - fui ao Tribunal Judicial de Ourém.
Pelos mesmos motivos já ali estivera no passado dia 4 de Outubro. Nesse dia, passadas 3 angustiantes horas de espera, o Juiz mandou entrar os presentes para a sala de audiências para lhes comunicar - na cara - que a audiência ia ser adiada por motivos imponderáveis e inadiáveis.
Apesar do transtorno, registei com agrado a atitude do magistrado ao fazer o comunicado pessoalmente. Habitualmente comunicam os adiamentos através do funcionário judicial. Evitam a exposição e os ares de desalento de todos quantos são chamados para comparecerem às 09H00 e são notificados do adiamento às 12H30.
É o despudor levado ao limite do tolerável.
No meu caso, assim não aconteceu.
No dia de hoje voltei ao Tribunal para a 2ª tentativa de audiência. Compareci às 10H00, conforme constava da notificação. Fui chamado à sala para fazer o meu depoimento às 12H25, numa altura em que começava a desesperar e a prever novo adiamento.
Mas não.
Fui chamado e ocorreu algo que, em 26 anos de comparências em Tribunal, nunca me acontecera: o Magistrado que presidia ao julgamento pediu-me, publicamente, desculpa pelo adiamento e pelo atraso.
Fiquei siderado...
Foram 26 anos a ser mal tratado, ignorado, menosprezado e atropelado no tempo e na paciência.
Valeu a pena esperar: há um Juiz em Portugal que é educado.
Não sei se há mais. Mas este é educado e merece-me respeito.
Não sei o seu nome mas ainda assim quero identificá-lo: presidiu hoje - 13/10/2008 - à audiência de julgamento do Proc. n. 216/06.6 TAVNO, no Tribunal Judicial de Ourém.
Obrigado, Meretíssimo Juiz. O meu sentido obrigado ao Magistrado e ao Homem.
Valeu a pena esperar... Oxalá o seu carácter possa contagiar outros - muitos - para nunca mais alguém tenha de esperar 26 anos para ser tratado como concidadão num Tribunal.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Se é notícia... É incompatível!...
De modo que, compativelmente exercia e acumulava cargos incompatíveis.
Há gente assim...
Procurei nas alíneas que determinam as incompatibilidades e juro que em nenhuma se referenciava Manuel Sebastião.
A lei não previu o surgimento de Manuel Sebastião... Concluí.
Eis senão quando, a SIC faz notícia das compatibilidades imcompatíveis do sr. Manuel Sebastião.
Que não senhor, que no caso dele não havia incompatibilidades!
Hoje, Manuel Sebastião, demitiu-se de uma compatibilidade incompatível...
Porquê?
Porque foi objecto de tratamento noticioso!...
É um espanto!...
Quando é que eu pararei de me espantar?!...
É a Divina Comédia.
Anda p'ra aí cada "bruá"!...

E, mal ou bem, todos nos vamos negando. Uns de consciência tranquila, outros sem assomo de consciência.
Ninguém sabe de nada neste país. Tudo assina de cruz. Tudo é gente boa. Tudo está acima de suspeita...
E, de repente, alguém mete os pés e fica-se a saber que os meteu.
Remédio santo: os que não sabiam, afinal querem esclarecer o que não sabiam; os que nada tinham a ver com o caso passam a querer justificar que até sabiam de uns "bruás" de gente boa...
Mas se não sabiam, se não tinham a ver, se não são "bruás"!... Porque carga d'água têm de se justificar?!....
Estamos no país dos "bruás"...
Um ex-ministro e ex-muita coisa depois daquela, tem conhecimento de uns "bruás" que relacionam "gente boa" com uns "bruás" próprios de gente má.
E o que faz?!...
Continua a validar as contas da gente dos "bruás", apondo a sua credenciada assinatura, mas - não vá a coisa dar para o torto - diz que vai a quem fiscaliza os "bruás" da gente boa, dizer:
- Vejam lá, tenho lá o meu dinheirinho, aquilo é gente boa mas andam aí uns "bruás" e prontos! Portantos.... Vejam lá, pá!... Prontos!...
Má jogada!... Coisas de quem não sabe de que lado do "bruá" está.
Agora, vem o fiscalizador dizer que: tenha maneiras porque não foi aflorada a questão dos "bruás", antes pelo contrário. Queria era que os "bruás" fossem deixados em paz!...
E se rima, é porque é verdade... Lá diz o parvo do povo.
Quando se chatearem os "bruás", e o "bruá" que está de cana começar a ver que vai isolado e que o pelotão não se chega à frente... as coisas vão-se entornar e "abruar".
A Justiça segue dentro de momentos...

Dois adiamentos e a monumental seca do costume: chegar às 09H30 e ser chamado às 12H15.
(Mas também convirá dizer que um blogue não é um escudo invisível... Basta querer ver).
Outras formas o solucionavam... Estão a pensar bem: é a essa que me refiro. E essa era consequente e eficaz. Definitiva, por vezes.
Há 3 sessões que andamos nisto. E vai continuar.
- Basta de tanta "seca". Não sou pago para isto!... Nem quem comigo trabalha!.
Assim, nunca iremos a lado nenhum...
A senhora da balança precisa de uma reforma urgente e cirúrgica. Uma reforma que erradique, de vez, tudo quanto lhe condiciona o fiel dos pratos que sustenta e que lhe esgota os meios, os fundos e a paciência dos diferentes intervenientes que: nela buscam a justiça de que se vão vendo privados, ou que lutam pela sua vigência.
A Justiça não se pode acomodar, e entender como obstáculo de monta, com todos que, devidamente instruídos e assessorados - haja zeros à esquerda da vírgula e o céu é o limite - , se remetem ao silêncio "esperto" porque lhe é garantido - e decidem, na mais vil e rasca cobardia, gozar, embrulhar e desmontar os princípios basilares que deveriam reger uma sociedade responsável, num Estado de Direito.
Se demorarem muito e adiarem mais, um dia, a Justiça privada ocupa-lhe, mal, o lugar. Mas judiciará, bem, quem prevaricar, objectiva e dolosamente.
E de Juiz, todos temos um pouco, ou um poucochinho.
E o jeito sempre se arranja.
Só que a Justiça não é isto. Carecia de mais e melhor... No local próprio.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
A cara era o ponto de partida...
Uns Senhores Gestores da Gebalis - essa casta faraónica de bons "vivants", de bons letrados, de bons provadores de vinhos e iguarias, de bons viajantes intemporais, preocupados em partilhar os mesmo vícios com amigos, familiares e empregados de restauração, tudo "à pala" do dinheiro que alguém, negligentemente, lhes confiou - gastaram 64.000 euros em almoçaradas "à maneira". Tudo na "nice" e nos conformes, com muita tranquilidade e nos moldes a que nos foram já habituando e isto porque não há um alguém, neste país, que tire alguns maus hábitos a alguns maus senhores.
À grande e à "portuguesa"... "À Francesa" fica áquem.
Compraram DVD's, CD's, romances e artigos de luxo, utilizando dinheiro que alguém permitiu que assim pudesse ser utilizado. Um destes senhores mandou fazer obras em sua casa com recurso a tudo quanto a Gebalis deixou ao seu superior e criterioso usufruto.
Quem o gastou, vai-se sabendo. Quem o permitiu, népia.
E se o primeiro, a provar-se, é grave e crime. O segundo, é cúmplice, grave e mais criminoso ainda.
Isto passa-se em Portugal. Num país, onde até as revoluções - tal como as procissões - têm flores, e os senhores caem num chão florido e acolchoado, para que não se magoem e se possam levantar, mais tarde.
Acumularam, estes senhores, no ano de 2006, um prejuízo estimado em 4,97 milhões de euros.
Têm cara estes senhores...
Não sei o que lhes vai acontecer... Nenhum está preso, a exemplo do que aconteceu com uma feira que foi presa por não pagar o bilhete do transporte público que utilizava.
Uma criminosa que lesou um serviço público e que ameaçava continuar a sua escalada de crime ... A prisão não se fez esperar. A prisão fez-se para isso.
E a cara, se isto não fosse um país de cravos e de cravas, era o ponto de partida.
Porque há uma altura em que as coisas começam a tresandar... Mesmo a tresandar.
Estou de consciência tranquila, dizia uma das protagonistas do regabofe.
Somos um país de milhares de arguidos de consciência tranquila porque há défice na prevenção, intranquilidade no Direito e inépcia na Justiça.
E assim vamos ficando: intranquilamente, na tranquilidade atrevida dos espertos.
A cara era mesmo o ponto de partida.
©J.Tereso
imagem: www.personarte.com
O Mestre
