
(Out. 2008, in Pois, pois, pois... Tou a ver!)
Mais um banco imobiliário - Hypo Real Estate - que, no domingo último, graças a uma intervenção do governo alemão e do sector bancário, deixou de "estar ligado à máquina" mas, ainda assim, apresenta um estado clínico reservado.
É muita competência, muita auto-regulação e muito gestor de luxo...
É muito subprime e muito submundo...
Só a injecção de 50 milhões de euros salvou a falência. Quem a financia?
O governo. E com que dinheiro? Quem injecta quem?
Só a injecção de 50 milhões de euros salvou a falência. Quem a financia?
O governo. E com que dinheiro? Quem injecta quem?
Para já, saliento - porque vão sendo raros tais murros na mesa - as palavras do Ministro das Finanças alemão ao referir "ser impensável continuar a trabalhar com a actual direcção do banco", reforçadas ainda pela afirmação de Ângela Merkel quando refere que "os que geriram a instituição de forma tão irresponsável deveriam prestar contas".
Deveriam?!... Sei de países onde este vocábulo era substituído, no imediato, por "já foram". E noutros, onde o "já foram" até tem cerimónia pública.
Mas isto são outros cenários... Nós por cá, tudo bem! Temos outros valores. Ainda bem, nalguns casos...
E quase que arrisco a dizer que, mesmo que acontecesse, não haveria murros na mesa.
E o "já foram" morria a ver a praia, embrulhado num molho de folhas inúteis carregadas de peritagens, recursos e alegações e discursos apaziguadores.
O tempo - que não tarda - me dará razão. Ou não será assim, senhor presidente da APB!...
E o "já foram" morria a ver a praia, embrulhado num molho de folhas inúteis carregadas de peritagens, recursos e alegações e discursos apaziguadores.
O tempo - que não tarda - me dará razão. Ou não será assim, senhor presidente da APB!...
Eu sei que sim. E o senhor, também!
Somos pacíficos e tolerantes, entre outras coisas...
E algumas delas, pouco edificantes.
©J.Tereso
imagem:www.boston.com
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